No trivial
Sim...As coisas na cultura mundial seguem num aparente trivial... mas, apenas aparente.
Em verdade, "no trivial" no titulo deste artigo, como tudo na interpretação da linguagem, tem dois sentidos. O primeiro reporta a uma negativa (no, do inglês, não) ao trivial inescrupuloso da expressão cultural no mundo moderno, que segue, como sempre, fomentada à "ladeira abaixo" pelas hordas manipuladores do Estado controlador sobre as tendências de massa (na famosa subversão cultural de Yure Besmenov).
O segundo modo mais justo de interpretar o trivial, atesta o fundamento natural da realidade em si, que no caso da expressão visual, tende ao belo, refeita sempre para o melhor a cada geração.
Contudo, devido à patrocinada e distorcida visão primeira acima, tem-se cultuado entre os atentos à cultura, apenas uma reativa à sua predominância. Surgem somente contrapontos de revistas e refazendas do melhor cenário cultural da geração anterior, como visto no fenõmeno das "reactions to" nas redes sociais, agora, ao menos, adotados pelos próprios jovens (nos EUA e raros outros locais).
Enquanto isso novos e originais talentos se dispersam e se desgastam em áreas difusas ao seu metiér, porque esse não trivial, o ruim, confunde-os, mesmo sendo eles bastante efêmero na sua natureza subversiva, que, como disse, é fomentada e reinventada para a atenção de uma maioria passiva.
Graças à Deus, isso vai até o ponto do advento da força de implosão. O que pode durar 3,6, 9 meses, anos ou décadas. E até lá, reinará o conflito entre uma necessária guinada ao trivial natural empreendido pela minoria, e a aceleração para uma inevitável purificação final.
A gleba insolúvel (a escória no bastidor da feiura) sabe muito disso, pois lucra com essa balburdia. Eles se esquivam dessa purificação como uma réptil diante de um pisão estraçalhador da justiça natural, que sim, virá nalgum momento, feito um ataque à lagartixa (o calangão) e está deixa o seu rabo exasperado, distraindo o pisador, fugindo (ou morta).
É nesse chacoalhar do rabo da lagartixa - no contexto das arte visuais - que a horda expõe seus urinóis, abstratos, enlatados de fezes, rabiscos toscos e banana seladas milionárias, como obras de arte, em deboche à natureza real do homem e pela manipulação da comunicação global - agora digital - formatada para sua zumbizada de plantão.
Todavia, quanto mais intensos vão são nessa destruição, por lei de entropia e inversão, reagem mais fortes as refazendas e novas ideias inspiradas nos conceitos culturais reais de outrora, antes incompreendidos ou ignorados, em autores da natureza universal de diversas áreas, como Tolkien, Ferreira dos Santos, Bateman, O. De Carvalho, Elomar, e artistas clássicos e neo clássicos em baila atualmente entre tantos outros ainda ocultos. Ressurgindo e repondo o sentido real de subsistência saudável nesse mundo,refletida na velha busca da essência da expressão da Beleza, Harmonia e Equilíbrio, das artes visuais.
Neste sentido, 'No trivial' também sugere seguir nesse nobre cenário perdido e sem ressentimentos, enquanto ainda nos resta o viver. Por isso, desejo-lhe boas vindas à esse canto onde o antigo, o clássico da expressão visual artística busca se refazer.

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